Nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio, eu definitivamente não era um bom jogador.
Para ser sincero, minha técnica com a bola nos pés era inferior à dos outros.
Eu não estava no time principal.
Na verdade, passei muito mais tempo sem conseguir sair do time B.
Mesmo assim, hoje entro em campo no time da universidade com jogadores fortes vindos de todo o país.
Ao meu redor há atletas que passaram pelo centro nacional de treinamento, pela base de clubes da J.League e que se destacaram no campeonato nacional escolar. E eu consigo competir com eles.
Por quê?
Porque eu tinha algo em que me destacava, em vez de ser apenas um jogador mediano em tudo.
Pensando nas notas da escola, numa escala de 1 a 5, um jogador que tira 3 em tudo transmite segurança, mas, sinceramente, existem muitos assim.
Já alguém que tira 5 em matemática, 2 em inglês e 2 em japonês pode ser desequilibrado, mas ter aquele 5 faz diferença.
Esse 5 se torna a sua arma.
No futebol é igual. Às vezes, em vez de ser mediano em tudo,
é mais valorizado o jogador que tem algo em que pode dizer: “Nisso, ninguém me supera”.
No meu caso, são os 1,92 m de altura e uma força física com a qual não aceito perder uma disputa.
Mesmo sendo ruim com a bola nos pés,
é essa arma que me permite competir no futebol universitário.
Existem inúmeras qualidades que podem se tornar esse 5.
A capacidade de sempre passar pelo adversário no um contra um pelas pontas.
A precisão nos lançamentos longos.
Uma velocidade explosiva nos 50 metros.
A altura para vencer as disputas nas bolas paradas.
A força na marcação individual.
A capacidade de falar mais que todos e incentivar a equipe.
Você não precisa ser perfeito.
Se tiver uma única coisa em que possa dizer “nisso eu não perco”, ela certamente se tornará uma arma.
Claro que se esforçar para superar as dificuldades também é importante.
Mas, no fim, o que faz você brilhar em uma partida é conseguir usar sua própria arma.
Até o treinador sente vontade de escalar alguém com um diferencial marcante, mais do que um jogador mediano.
Se eu, que era ruim de bola, consigo competir na universidade,
é porque acreditei em me destacar e continuei aprimorando meu diferencial, em vez de buscar apenas a média.
Se há algum estudante do fundamental ou do ensino médio pensando “não consigo porque sou ruim”, quero dizer uma coisa.
O importante não é fazer tudo perfeitamente.
É construir uma arma em que você possa confiar: “Nisso, ninguém me supera”.
Essa arma vai colocar você em campo.
E, com certeza, vai mudar a sua vida no futebol.